CAFÉ

Brasil exporta 2,7 milhões de sacas em fevereiro



13.03.2020 - 04:23

Segundo relatório compilado pelo Cecafé, Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, as exportações brasileiras de café somaram 2,7 milhões de sacas em fevereiro de 2020 (saca verde, solúvel &torrado & moído). A receita com as vendas eternas alcançaram US$ 361,4 milhões e o preço médio da saca foi de US$ 133,59, alta de 1,8% em relação a fevereiro de 2019.

Entre as variedades de café exportadas, o tipo arábica respondeu por 81,5% do volume total de café exportado no mês, com 2,2 milhões de sacas embarcadas, e o café solúvel representou 10,4% dos embarques, com a exportação de 281 mil sacas. Já o café conilon (robusta) representou 8,1% de participação nas exportações, equivalente a 219 mil sacas, registrando aumento de 3,3% no volume na comparação com fevereiro do ano passado. “Os resultados das exportações de café em fevereiro refletem o ritmo do mês mais curto do ano, com menos dias úteis, bem como a redução de oferta. A safra 2019/2020 foi menor do que a anterior, resultando em uma redução de embarques. Tudo indica que teremos desempenho semelhante até junho, quando termina a entressafra e se inicia a colheita da nova safra”, disse Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.

No primeiro bimestre de 2020, o Brasil exportou 6,2 milhões de sacas de café, com destaque para o crescimento de 22,1% nas exportações de café robusta (equivalente a 442,7 mil sacas) na comparação com o primeiro bimestre do ano passado, de 9,2% nos embarques de café solúvel (totalizando 606,1 mil sacas) e de 16,2% nos embarques de café Torrado & Moído (3,1 mil). A receita cambial gerada pelas exportações no período foi de US$ 834,4 milhões e o preço médio foi de US$ 135,07. O principal destino do café nacional nos dois primeiros meses do ano foi, os Estados Unidos, com 1,2 milhão de sacas (19,5% das exportações no período), seguido pela Alemanha, com 1,1 milhão (equivalente a 17,2% de participação nos embarques). Na sequência, os países que mais importaram o produto foram Itália, com 588,1 mil sacas (9,5%); Japão, com 338,5 mil sacas (5,5%); Bélgica, com 334,1 mil sacas (5,4%); Federação Russa, com 207,5 mil sacas (3,4%); Turquia, com 193,5 mil sacas (3,1%); Suécia, com 140,5 mil sacas (2,3%); Canadá, com 140,3 mil sacas (2,3%); e Espanha, com 133,8 mil sacas (2,2%).

A Federação Russa e a Suécia apresentaram os maiores crescimentos no bimestre, com 28,2% e 28,6%, respectivamente. Entre os continentes e blocos se destacam as exportações para a África, aumento de 66,4% (135,5 mil sacas), países do BRICS, 30,5% (288 mil sacas), Leste Europeu, 22% (317,2 mil sacas) e para os países produtores, 18,1% (268,7 mil sacas).

Em 2020, o Brasil exportou 1,1 milhão de sacas de cafés diferenciados (aqueles que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis) que representaram 18,4% do total embarcado no período. A receita cambial dessa modalidade foi de US$ 196,1 milhões ou 23,5% do total gerado com os valores da exportação de café no período, enquanto que o preço médio da saca de cafés diferenciados ficou em US$ 172,86.

Nos oito primeiros meses do Ano-Safra 2019/20 (jul/19-fev/20), o Brasil exportou 26,4 milhões de sacas de café, com destaque para o crescimento de 18,1% nas exportações de café robusta na mesma base comparativa da safra anterior. A receita cambial com as exportações no período até agora foi de US$ 3,4 bilhões e o preço médio foi de US$ 127,66. O relatório completo das exportações de café de fevereiro de 2020 está disponível no site do Cecafé: http://www.cecafe.com.br/.