MASSAS ALIMENTÍCIAS

Setor movimenta R$ 26,6 bilhões em 2018



22.03.2019 - 03:35

A Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI) movimentou R$ 26,6 bilhões em 2018, 0,5% a mais que o ano anterior. Em volume, o setor somou 2,5 milhões de toneladas em vendas, 0,01% superior que em 2017. O levantamento realizado pela consultoria Nielsen mostra que, apesar das expectativas positivas de recuperação da economia no início de 2018 – em função de uma leve recuperação do nível de emprego no primeiro trimestre, da inflação sob controle e uma tímida retomada do otimismo por parte dos consumidores –, a retomada do crescimento das categorias ABIMAPI ficou abaixo do avanço de 2,7% do PIB Nacional.

A alta do dólar, a greve dos caminhoneiros, a revisão das classificações de riscos Brasil, o atraso nas reformas e instabilidade política foram alguns dos pontos que impactaram negativamente a tão esperada recuperação da economia como um todo. "Este cenário não favoreceu uma recuperação significativa do poder de compra das famílias, refletindo no panorama específico do nosso setor, apresentado pela consultoria", contextualiza Claudio Zanão, presidente-executivo da associação. O Cash & Carry (também conhecido como atacarejo) foi o principal canal de abastecimento dos lares por parte dos brasileiros.

O segmento de biscoitos atingiu R$ 14,3 bilhões e 1,15 milhão de toneladas de produtos, retrações de 0,5% em faturamento e 0,8 em volume de vendas na comparação com 2017. "Podemos notar nitidamente este hábito de compra com o crescimento do segmento rosquinhas [13,6% em volume e 10,5% em faturamento], muito em função das embalagens grandes, os pacotões, disponibilizados no varejo por menor patamar de preços. Aqui temos a famosa relação custo versus benefício", explica Claudio Zanão. Os cookies como produto de maior valor agregado cresceu 4,5% impulsionado por marcas estreantes. Ainda assim os biscoitos mais vendidos em 2018 foram os recheados (287.360 toneladas), água e sal / cream cracker (253.460 toneladas) e secos / doces especiais (160.406 toneladas).

Já o segmento de massas alimentícias cresceu 1,3% em faturamento e em volume, para R$ 6,2 bilhões e 916,3 mil toneladas, respectivamente, em 2018. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas categorias de massas instantâneas, que faturou R$ 1,8 bilhão (7,1%) e vendeu 127,2 mil toneladas (3,7%). Apesar disso, as massas secas ainda foram as mais consumidas, com 732,5 mil toneladas, equivalentes a R$ 3,5 bilhões. "As vendas dos tipos comuns cresceram 5,2%, enquanto as de grano duro aumentaram 5,5%. Aqui, a Nielsen nos mostrou o efeito ampulheta, referente ao aumento simultâneo de produtos mais baratos e mais caros", pontua Zanão. Já o mercado de massas frescas conquistou R$ 789 milhões com a produção nacional de 56,5 mil toneladas do alimento.

Pães e bolos industrializados movimentaram R$ 5,2 bilhões, alta de 1,61% sobre 2017 e 401,2 mil toneladas de produtos, uma retração de 0,7%. A surpresa de 2018 foi o mercado de bolos industrializados, que atingiu R$ 876 milhões, 5,7% a mais que o ano anterior, com volume de vendas de 34 mil toneladas, crescimento de 2,2%. "Estas categorias ganham espaço no mercado devido à praticidade e maior vida útil. Além disso, fatores como qualidade, preço e saudabilidade determinam as constantes novidades deste setor", finaliza Claudio Zanão.