MAÇÃS

Rasip deve exportar 60 mil t na safra 2019



18.01.2019 - 03:44

 

A Rasip, empresa que integra a RAR (Raul Anselmo Randon) e que teve início com foco na fruticultura, prevê que a safra 2019 gere uma comercialização de 60 mil toneladas de maçã ao longo do ano. A qualidade da fruta nesta safra deve ser superior, devido às condições climáticas favoráveis durante o período de cultivo. “Tivemos um bom inverno, com um bom enfolhamento. Isso influencia diretamente na qualidade da fruta, que tende a ser mais lisa e brilhante. Além disso, devemos ter maçãs com um calibre (tamanho) de 15 a 20% maior que na colheita passada”, explica Celso Zancan, diretor de Operações.

A expectativa para exportar as maçãs em 2019 também é positiva. “Neste ano a Rasip exportou 20% da produção e essa média deve se manter. O que pode variar mais são os países de comercialização. Frutas de maior calibre geralmente são mais cobiçadas pela Europa e Rússia”, conta Zancan. A empresa exporta atualmente para países da Europa, Ásia e Rússia.

Localizada na cidade gaúcha de Vacaria, a Rasip exportou 12 mil toneladas de maçã na última colheita “Este foi o primeiro ano de exportação para a Rússia, mas focamos bastante em Bangladesh, por termos frutos menores em função do granizo, que prejudicou a produção. Para o próximo ano a perspectiva é muito boa, com frutas de qualidade superior e, assim, grandes possibilidades de aumentar a penetração em outros mercados”, ressalta Zancan. A exportação gaúcha de maçã deve iniciar um ciclo de alta – já é o segundo ano de crescimento nos embarques - , que em 2017 chegaram a 34,4 milhões de kg da fruta e geraram receita de US$ 27,3 milhões, segundo a Fundação de Economia e Estatística (FEE). As vendas do Rio Grande do Sul têm como única origem Vacaria, que detém mais de 20% da produção nacional e 80% das exportações brasileiras de maçã.

A Rasip tem todo um cuidado especial no processo de produção, que vai desde o plantio com mudas selecionadas e livres das principais viroses, cultivadas em viveiros próprios, até a hora da poda, condução, polinização, tratamentos fitossanitários, florada, raleio, colheita, armazenagem e classificação da fruta. “Na Rasip tudo é planejado e executado a fim de garantir a excelência do produto final. Desde a colheita no campo, a empresa prima pela satisfação plena do cliente, pois entende que este resultado é a condição única para atuar competitivamente no mercado, sustentando seu crescimento e visão de futuro”, afirma o diretor-superintendente da RAR, Sérgio Martins Barbosa.

Atualmente a RAR é a terceira maior produtora e comercializadora de maçã no Brasil. Nos anos 1990, montou a primeira fábrica de queijo Tipo Grana fora da Itália lançando a marca Gran Formaggio. A RAR tem, em seu portfólio, linha de importados com queijos e acetos italianos, presuntos e salames italianos e espanhóis, e azeites de oliva chilenos. A linha de derivados é composta por creme de leite fresco, manteiga e queijo parmesão. A empresa conta ainda com linha de 12 rótulos entre vinhos e espumantes.