PÁSCOA 2019

APAS projeta alta de 5% nas vendas



16.04.2019 - 12:52

 

“Com um desemprego levemente menor e a confiança maior com o novo governo entre os empresários e os consumidores, os supermercados paulistas demonstraram isso com a projeção de 5% no aumento de vendas no setor, acima dos 4% para a mesma data no ano passado”, comentou o economista da Associação Paulista de Supermercados (APAS), Thiago Berka. Em pesquisa realizada pela associação, cerca de 54% dos empresários do setor estão otimistas com o futuro, sendo que 85% confiantes em aumentos de venda nos próximos meses, o que inclui o período de 40 dias que antecede a Páscoa. “Este é o segundo teste do ano pós-carnaval para o setor supermercadista. A Páscoa ainda é a segunda melhor data para o varejo de alimentos, não só pelos chocolates, mas pelas compras de almoço e/ou jantar que as famílias realizam”, explicou Berka.

Um exemplo de alta nos preços é o chocolate em barra, item essencial para a produção de ovos de páscoa. Para este ano, o produto deve subir cerca de 5,62% no acumulado dos últimos 12 meses. Em geral, os doces sobem 2,33% beneficiados pelo bombom e as balas. “O bombom promete ser o destaque desta Páscoa, uma vez que demonstra queda de 3,19% nos preços. Com o brasileiro buscando economizar, ele deve ser uma alternativa para presentear e substituir os tradicionais ovos de páscoa de chocolate”, avaliou o economista da APAS.

Entre os alimentos consumidos na Páscoa, o vinho teve alta de 5%, enquanto o macarrão e massa fresca aumentaram mais de 8% por conta da influência pelo preço do trigo, que está mais caro por causa do dólar. O bacalhau registrou alta de 21,83%. A cerveja mantém sua tendência de queda, com redução de 0,61%, e o ovo (que possui um pico de vendas nesta época por motivos religiosos), apresenta queda de 7%.

Em relação às vendas, os supermercadistas aguardam um crescimento nas vendas de caixas de bombons – cerca de 5,88% - seguindo tendência dos últimos anos na medida que o consumidor migra para versões mais baratas e com custo benefício maior. O ovo de Páscoa deve crescer 2,40%, reflexo da crise e da procura por itens mais em conta. “Além da crise econômica tirar o ímpeto de compra do consumidor na data, um fator importante está na competição nas boutiques de chocolates premium e bombonieres, ou seja, das lojas especializadas na categoria de chocolates. Fatores que influenciam são o crescimento até quatro vezes maior que dos chocolates tradicionais, uma expansão de lojas rápida e concentrada no Sudeste (cerca de 60% das lojas estão na região) e um desejo do consumidor de buscar produtos diferentes. Além disso, o Brasil segue uma tendência mundial de desconcentração da data nos supermercados para outros canais, como no Reino Unido e Estados Unidos”, finalizou o economista da APAS.