SALADAS PRONTAS PARA CONSUMO

Pesquisa revela contaminação em 90%



13.07.2018 - 04:39

Segundo pesquisa divulgada recentemente pelo Centro Universitário UniMetrocamp Wyden, 90% das saladas prontas para consumo, delivery ou fast food estavam contaminadas. A contaminação se deve principalmente  à manipulação errada e à falta de higienização em ferramentas de corte, superfícies de trabalho como bancadas, falta de treinamento adequado com seguridade em grande parte dos casos. “O que notamos hoje é que as boas práticas de higiene não são levadas em consideração”, ressalta Flávio Theilacker, Coordenador Técnico do Freitag Laboratórios.

O levantamento apurou que 18 saladas analisadas continham dez vezes mais coliformes fecais do que o tolerável pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “É muito importante que esses fornecedores se informem sobre a origem desses produtos, sabendo quais tipos de adubos, agrotóxicos ou fertilizantes foram utilizados pelo produtor antes de colocar para consumo ou venda, para então realizar a técnica correta de limpeza e armazenamento”.

Flávio explica que, para evitar a contaminação, os funcionários das empresas devem utilizar luvas, ter o hábito de lavá-las e higienizar com álcool 70% antes e após de qualquer atividade. As bancadas e tábuas de corte devem ser mantidas em bom estado, sem micro-fugas, rachaduras ou outros defeitos que favorecem o acúmulo de sujeira. A ausência desses hábitos pode gerar o aparecimento de bactérias com alto grau de periculosidade.

No levantamento do Centro Universitário UniMetrocamp Wyden, uma das bactérias encontradas foi a Staphylococcus aureus, que causa a intoxicação alimentar. A Escherichia coli, por exemplo, é uma bactéria gram negativa, que causa intensa diarreia com muco ou sangue, náuseas, dor de estômago intensa e febre. “Para pessoas com o sistema imunológico comprometido, pode causar sérias doenças gástricas de um grau de complexidade elevado”, alerta o especialista do Freitag Laboratórios.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que agricultores não utilizem esterco animal nas plantações de verduras e legumes para reduzir o grau de contaminação. “Visto, muitos não obedecem essa indicação, geralmente esses alimentos já chegam para o comerciante com uma quantidade elevada de microorganismos, por isso é crucial fazer uma higienização correta nessas saladas, principalmente em alimentos que tem contato direto com o solo como: cenoura, pepino, rabanete, tomate e beterraba”, diz Flávio.

O especialista em análise de alimentos explica que os consumidores precisam adotar medidas de higienização das saladas, frutas e hortaliças, mesmo que elas sejam prontas para consumo. Flávio orienta que elas sejam deixadas de molho em solução clorada de 10 a 15 minutos (1 colher de sopa de água sanitária em 1L de água potável) e que, em seguida, sejam lavadas em água corrente.