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IBRAC lança manifesto e pede incentivos



28.09.2018 - 03:52

O Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) lançou no último dia 26 de setembro em São Paulo o Manifesto da Cachaça. No documento, a entidade alerta das oportunidades não exploradas para o desenvolvimento do setor, além de uma série de iniciativas visando à valorização da bebida brasileira.

O Manifesto trata ainda da importância da ampliação dos esforços de promoção e proteção internacional da Cachaça como produto exclusivo e genuinamente brasileiro; a reavaliação da carga tributária da Cachaça, que atualmente é o produto mais taxado do Brasil, com uma carga tributária de mais de 80%, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT); e, ainda, o combate à clandestinidade e à informalidade do setor que, em número de produtores, é superior a 85%, de acordo com o IBRAC. “Se a categoria tiver melhores condições de mercado, o segmento da Cachaça poderá continuar a contribuir de forma sustentável para a arrecadação e impulsionar ainda mais empregos no país”, diz Carlos Lima, diretor executivo do IBRAC.

Atualmente o setor brasileiro tem aproximadamente quatro mil marcas pertencentes a cerca de 1,5 mil produtores com registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e gera mais de 600 mil empregos, direta e indiretamente. Considerando a atual capacidade instalada de produção – 1,2 bilhão de litros – e o tamanho do mercado externo de bebidas destiladas, os atuais números de exportação são baixos. O Brasil exporta apenas 1% de sua produção, enquanto a tequila mexicana tem 70% de seu volume comercializado com mais de 190 países. A tequila gera uma receita anual superior a US$ 1 bilhão ao México.

Segundo Cristiano Lamego do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (SINDBEBIDAS/MG), o principal problema do setor hoje em dia são a alta taxa de impostos e a falta de incentivos ao setor. “Nosso símbolo maior de brasilidade, a Cachaça, tem que ser valorizada e promovida no exterior e para isso precisamos de uma revisão nos impostos federais que incidem sobre o produto e também da revisão do sistema de cobrança por substituição tributária nos estados brasileiros”, complementa Lamego.