AROMAS

Robertet mantém liderança no segmento



20.12.2017 - 01:30

Lembra daquele cheirinho de bolo de laranja que a vovó fazia? E do aroma do café fresquinho sendo coado? Estes são apenas alguns exemplos para mostrar a importância dos aromas, que além de invocarem nossa memória afetiva em muitos casos, são também capazes de despertar o desejo pelo consumo de novos produtos – um atrativo indispensável para as indústrias de alimentos e bebidas.

A Robertet conhece muito bem esse mercado. De origem familiar, a companhia foi fundada em 1850 em Grasse, na França, e atualmente está sob o comando da quarta geração Malbert. Presente em 18 países, as operações tiveram início no Brasil em 1963 e há 35 anos as divisões de aromas e fragrâncias estão sediadas em Barueri (na Grande São Paulo), onde também está localizado um Centro de Criação e Produção. A planta foi desenvolvida para atender à demanda do setor de alimentos.

Conforme salienta Fabiana Palos, gerente Comercial e de Marketing da Robertet, na tendência de consumo de produtos naturais, a companhia se especializou na criação desse tipo de essências, onde mantém liderança e expertise. A maior novidade, ainda de acordo com Fabiane, será a expansão das atividades no Brasil, o que inclui uma nova fábrica no país, com início de operação previsto para 2019 e investimentos de R$ 37 milhões. A nova unidade irá unificar as divisões de Fragrâncias e Aromas, segmentos que vêm registrando crescimento nos últimos anos.

A divisão de Fragrâncias foi a primeira a ser fundada no Brasil e ainda responde por um índice maior dentro da composição de faturamento da companhia. Na parte de Aromas, a Robertet atende todas as categorias, mas seu principal foco é o setor de bebidas. Na avaliação de Olivier Brun, aromista da França e coordenador da unidade Brasil, o mercado de aromas naturais é o que mais tem crescido no país, um reflexo da busca pela saudabilidade nos alimentos: “isso é bom para nós, pois nosso histórico sempre primou pela preservação dos extratos naturais. Para tanto, temos know-how, corpo técnico qualificado e equipamentos capazes de separar e preservar essas moléculas naturais, uma exigência cada vez maior da indústria alimentícia”.

A produção é feita localmente, mas a extração da matéria-prima é concentrada nos laboratórios da companhia situados na França e na Espanha. Um diferencial da Robertet, explica Brun, é a extração limpa que não utiliza solventes derivados de petróleo. Os processos adotados podem incluir, por exemplo, o uso de tecnologias de osmose e de derivados de carbono, o que torna os extratos naturais mais adequados para a indústria de alimentos.

Hoje, no mercado brasileiro de bebidas, os aromas mais vendidos continuam sendo os tradicionais – laranja, uva, pêssego, manga e caju. Mas novos “sabores” começam a agradar o consumidor, como os aromas de crawnberry, pitaia e açaí (muito procurado também fora do país). Diferentemente da Europa, onde prevalecem combinações e blends de sabores de duas ou três frutas, o consumidor brasileiro ainda prefere identificar no produto o sabor da fruta descrita, explica Fabiana.

Mas novas tendências de mercado estão surgindo, como a categoria de bebidas veganas e a de proteínas vindas das castanhas, novidades que já começam a ser produzidas pela Robertet, sempre com o cuidado de preservar o aroma e garantir maior valor agregado ao produto final. Para garantir que o produto tenha o aroma natural, 100% das matérias-primas devem ser extraídas de modo natural – “geralmente 95% vêm da própria fruta e o restante da composição é feito através de moléculas extraídas da natureza”, informa Fabiane, acrescentando que a fabricação dos aromas pode seguir uma tendência internacional ou atender a demandas específicas dos clientes, o que justifica o empenho da Robertet em seus Centros de Desenvolvimento Local.