LÁCTEOS

Crise na Venezuela prejudica leite em pó



06.07.2017 - 05:24

A Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos) divulgou que as exportações de produtos lácteos somaram US$ 6,5 milhões em maio de 2017, número baixo em relação a maio de 2016, mas melhor que abril deste ano, quando foram comercializados US$ 5,6 milhões.

O leite condensado responde por 43% das vendas totais de 2017, com o leite em pó, na sequência, com 16%. "O queijo também se mostra competitivo no mercado. O setor tem buscado novos mercados, sendo a Rússia o maior comprador, importando US$ 1,8 milhão no acumulado do ano", explica o diretor executivo da Associação, Marcelo Martins. O cenário para o leite em pó brasileiro foi agravado pelo atual cenário econômico da Venezuela, principal comprador do produto brasileiro. Atualmente, já são mais de 20 os países compradores de leite condensado, principalmente localizados na África, Oriente Médio e América Latina. O leite em pó continua como principal produto para Venezuela, Bolívia e Paraguai.

E contrapartida, o queijo ganha espaço no mercado internacional em países como Rússia, Chile, Argentina e Uruguai. O produto responde por cerca de 14% do total de lácteos comercializados entre janeiro e maio deste ano. Em relação às importações, o a Viva Lácteos constatou que há uma queda desde o final de 2016. Este recuo, entretanto, foi interrompido em maio. O montante vindo de outros países em maio equivale a US$ 60,7 milhões contra US$ 47 milhões em abril. O saldo da balança comercial é deficitário em US$ 221 milhões.