ALIMENTOS FUNCIONAIS

Nova Inglaterra aproveita casca de banana



13.07.2018 - 11:37

A Nova Inglaterra acaba de lançar no mercado a Fibra Nutritiva de Banana, produto desenvolvido a partir do processamento de cascas de banana maduras. O produto está disponível na versão adoçada com açúcar demerara e formato pellet.

Para a produção da Fibra Nutritiva de Banana, as cascas passam por processo de desidratação osmótica que concentra todos os benefícios dessa matéria-prima. Com isso, o que era antes descartado pelas indústrias que fabricam banana passa, doces e polpa de banana, agora é transformado em um ingrediente com alto valor nutricional. In natura, a casca de banana contém fibra de alta qualidade insolúvel, além de ser rica em potássio, triptofano e luteína e ter propriedades antibióticas, antifúngicas e enzimáticas.

“Usamos açúcar demerara para dar maciez, reduzir o amargor, melhorar o sabor e despertar o aroma da fibra. Com esse processo desenvolvemos o primeiro sistema de reaproveitamento de cascas maduras que, além de concentrar os nutrientes desse produto tão rico, também contribui para reduzir o impacto que o descarte dessas cascas provoca no meio ambiente”, afirma John Laurino, gestor da Nova Inglaterra. A ideia de aproveitar a casca de banana surgiu quando John em visita a um de seus clientes viu toneladas de cascas de banana sendo descartadas. A partir daí, começou a realizar pesquisas para comprovar os benefícios da casca de banana e a desenvolver um sistema de desidratação e adequação do produto para ser comercializado no mercado.

“Estamos produzindo a Fibra Nutritiva de Banana em duas unidades fabris, uma em Minas Gerais e outra em Santa Catarina, para oferecer esse produto para a indústria que pode utilizá-lo na produção de alimentos funcionais como barras energéticas, de cereais e de proteínas, granolas, snacks e cookies. Esse lançamento também pode ser usado nos setores de food service, panificação e de chocolates e comercializado a granel em empórios e lojas especializadas”, acrescenta. O produto já está sendo vendido para algumas indústrias, mas Laurino quer ampliar sua produção e, para isso, está disposto a desenvolver parcerias com empresas ou cooperativas que produzem alimentos com a fruta, possuem desidratador e têm um descarte superior a duas toneladas de cascas por mês. “Vamos oferecer toda estrutura, serviço de consultoria e licenciar todo o processo para empresas interessadas em fazer parcerias e depois, inclusive, poderemos comprar a produção dos nossos parceiros”, finaliza.