LACTOSE

Consumidores querem mais oferta de produtos



05.04.2018 - 04:39

Empresa do mercado de enzimas, a Novozymes realizou pesquisa em conjunto com a MindMiners entre os dias 13 e 15 de dezembro de 2017 sobre o mercado de produtos zero lactose. Quinhentas pessoas responderam vinte questões por meio de um aplicativo, sendo 58,4% de participação feminina e 41,6% masculina.

A Novozymes no Brasil denominou a pesquisa de “Um relato da percepção do consumidor”. Aproximadamente 30% dos participantes representam a classe B2, 23% a C1, 18% estão na B1, 15% na A e 14% na C2. Do total, 57% possuem ensino superior, 40% ensino médio e 3% o ensino fundamental, com idades entre 18 e 41 anos. Dos 500 entrevistados, 61% afirmam consumir produtos 0% lactose em busca de alimentos mais saudáveis, enquanto outros 55% consideram que os produtos auxiliam na redução do desconforto gástrico e outros 52% consideram a menor formação de gases intestinais como um fator decisivo para a opção de produtos zero lactose. Como fator para não consumir produtos tradicionais com lactose, 27% deles a consideram prejudicial à saúde e outros 37% têm alguém na família que é intolerante. Dos 500 participantes, 42% é intolerante à lactose e 27% deles acreditam na melhor qualidade dos produtos sem lactose.

Entre os meios de informação sobre intolerância à lactose, o Google está com 59,6% entre os participantes, os médicos representam 58,8%, revistas de saúde e nutrição (35,4%), amigos (27,8%), Facebook/Instagram (18,4%). Entre as palavras mais pesquisadas por eles estão “produtos, alimentos, sintomas, lactose, saúde, causas, efeitos, leite, intolerância e medicamentos”. Entre os produtos lácteos mais consumidos no país estão o iogurte, com 72,2%, leite longa vida (68%), sorvete (66,4%), manteiga (66,4%), leite condensado (61%), creme de leite (60,4%), leite em pó (56,2%), queijo mozarela e prato (52,8%), bebidas lácteas como achocolatados (45,8%), queijo minas (42,4%), outros queijos (37,4%), sobremesas lácteas (26,4%) e leite pasteurizado (16,2%).

No que se refere ao consumo, 37% dos entrevistados aceitam pagar a mais por produtos 0% lactose em relação aos produtos lácteos em geral, indo de 10% a 40% a mais, representando 16% dos entrevistados. Sobre a facilidade de encontrar produtos 0% lactose nos supermercados, leite em pó (37,6%), queijo minas (24,8%) e queijo mozarela e prato (27%) sempre são encontrados. Entretanto, os iogurtes zero lactose são os mais encontrados. 21,4% dos participantes consumiriam sorvetes 0% lactose se encontrassem com mais facilidade. O mesmo vale para as sobremesas lácteas como petit suisse.

Os participantes questionados reforçaram que aumentariam seus consumos se houvesse uma maior variedade de produtos disponíveis de alguns lácteos, como iogurte (67,4%), sorvete (60%), leite condensado e manteiga (61,8%). Aproximadamente 75,4% dos entrevistados afirmam serem influenciados com frequência – ou sempre – pela confiança que têm na marca. Outros 72,2% se preocupam com a garantia de que o produto é realmente 0% lactose e 72% também disseram atentar-se ao sabor do leite. Outras questões, como versões desnatado ou semidesnatado não são a prioridade desse público e apenas 27,6% presta atenção na disponibilidade da versão pasteurizada do leite. O preço é o que mais influencia na hora da escolha da marca do leite 0% lactose consumido (44,4%). E entre as características que mais desagradam os consumidores participantes estão o sabor diferente do leite padrão (47,6%), cor ligeiramente escura (38,0%), sabor adocicado (29,2%). Entre os desejos dos consumidores estão produtos com redução de açúcares (65,6%), fortificados em cálcio (57,0%), sem aditivos (53,8%), fortificados com vitaminas e minerais (51,2%), com ômega 3 (50,4%), com fibras (48,0%), com alto conteúdo de proteína (47,8%), fórmula especial para mulheres (29,6%), fórmula especial para homens (20,8%), fórmula especial para adolescentes (19,4%).

Atualmente, cerca de 70% da população mundial possui algum grau de intolerância à lactose. Em 2016, aproximadamente, 2.700 mil toneladas de produtos com lactose reduzida foram vendidas em todo o mundo segundo dados da Euromonitor. A América Latina respondeu por em torno de 29% deste total. Esse mercado também representou, naquele ano, US$ 6,1 bilhões em vendas. De 2012 a 2016, 12% dos produtos lácteos vendidos da AL resultaram em 12% do volume, em toneladas, produzidos, refletindo em 11% do faturamento das empresas do setor.

No Brasil, uma grande quantidade de lançamentos de produtos 0% lactose é oferecida pelo mercado. O ano de 2016 é o que mais se destacou em lançamentos de produtos, encabeçando a lista estão os queijos, representando aumento de 115% das novidades do mercado, os iogurtes (91%), leites (72%), e outros produtos, como creme, sorvete, alimentos infantis, bebidas energéticas, bebidas lácteas, achocolatado, manteiga, doce de leite (53%) etc.