AMAZÔNIA

Frigoríficos suspendem compra de 221 fazendas



22.07.2010 - 04:13

 

Os frigoríficos JBS/Bertin, Marfrig e Minerva anunciaram que vão parar de comprar bovinos de 221 propriedades localizadas dentro de terras indígenas, unidades de conservação ou próximas a áreas recém-desmatadas na Amazônia. A medida respeita compromisso assinado em outubro de 2009, quando as empresas firmaram acordo com o Ministério Público Federal do Pará e do Mato Grosso e Greenpeace. Desde então, JBS/Bertin, Marfrig e Minerva cadastram e mapeiam por satélites fazendas de seus fornecedores diretos.

Além das propriedades embargadas, existem cerca de outras 1.787 em “estado de verificação”, que significa que estão a um raio de 10 km das áreas desmatadas ou protegidas por lei. As empresas declararam também ter o ponto georreferenciado de mais de 12.500 fazendas ou 100% da cadeia de fornecedores na Amazônia. Marcos Bortolon, presidente da Divisão de Carnes Mercosul do JBS/Bertin disse que o frigorífico passou a trabalhar forte em sustentabilidade para se adaptar a nova realidade. O JBS abate cerca de 30 mil animais diariamente. Trinta e uma fazendas tiveram fornecimento suspenso. A Marfrig informou que interrompeu o fornecimento de gado de 170 propriedades na Amazônia a pelo menos 1 km de novos pontos de desmatamento.

Entretanto, o Greenpeace alerta que para estancar o desmatamento na região é necessário que os frigoríficos façam o cadastro Ambiental Rural (CAR), que prevê o georreferenciamento total da propriedade, além de identificar precisamente os fornecedores.