ÁGUA MINERAL

CPI investiga envasadoras em São Paulo



07.08.2009 - 11:20

A CPI que investiga danos ambientais na cidade de São Paulo decidiu realizar blitz nas seis empresas que envasam água mineral na capital. A fiscalização será feita em conjunto com a Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde).

As empresas que serão fiscalizadas são a Água 1, Água Leve Mogiana, Serena, fonte Sonja, A e M (Água Cristalina) e Petrópolis Paulista (que possui quatro fontes, três em operação e uma lacrada. O pedido foi iniciativa do relator da CPI, vereador Juscelino Gadelha (PSDB). “Já constatamos problemas nas águas que vão desde rótulo em conflito com o conteúdo até relatórios dizendo claramente que o produto está contaminado e que oferece risco ao consumidor. Não queremos caçar bruxas, mas o paulistano precisa saber o que está bebendo quando compra uma garrafinha de água”, afirmou o relator da CPI, vereador Juscelino.

A contaminação da bacia do Jurubatuba também foi alvo de trabalho da CPI. O geólogo Mateus Delatim Simonato, da empresa Servmar, apresentou estudo feito na bacia do Jurubatuba para o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), onde existem cadastrados 513 poços para captação de água em uma área com 120 km², sendo que deste total 50% (257 poços) estão ativados, 13% (68 poços) desativados, 4% (17 poços) lacrados e 31% não possuem informação sobre seu status operacional.

De acordo com o geólogo, o estudo revela esgotamento do aqüífero onde é captada a água utilizada na cidade de São Paulo. “O rebaixamento do aqüífero por exploração excessiva faz com que uma suposta contaminação seja ainda maior”, afirmou Simonato. A próxima reunião da CPI será dia 11 de agosto.